O PREÇO DA IGNORÂNCIA
Basta você ficar pouco tempo no
meio de alguma roda de conversas e logo vai perceber que geralmente o que mais
se ouve são assuntos sobre futebol, o capítulo da novela das oito ou fofocas
sobre a vida dos outros. É o puro senso comum, sendo descarregado e
compartilhado diariamente entre os indivíduos, conversas fúteis e geralmente acompanhadas
de palavrões são os padrões repetidos corriqueiramente entre as pessoas.
Ao invés de exibirem diplomas ou
certificados de cursos, conquistas de empregos ou promoções no emprego, hoje,
pelo contrário, é comum encontrar nas redes sociais as pessoas tirando selfies segurando
copo de cerveja na mão como se fosse um troféu, elas se gabam disso como se
aquilo representasse uma conquista em suas vidas, quando na verdade, na maioria
das vezes é um evidente sinal de sua ignorância e superficialidade em um mundo
cada vez mais competitivo e exigente.
A ignorância conseguiu grande
aceitação na sociedade, as pessoas veneram a tolice, adoram as idiotices e
acham engraçado a burrice. Fazer o errado parece divertido, enquanto ser
honesto e verdadeiro é tido como algo ultrapassado e sem graça. Essa é a
geração atual, um grande grupo de indivíduos alienados para com a realidade que
os cerca e voltados unicamente para futilidade. Estão aos poucos se afundando
na sua própria ignorância, marchando em linha reta em direção ao abismo da
estupidez, deixando o mundo cada vez mais superficial e hipócrita.
Estudar e buscar ser inteligente é
visto como arrogância, chatice e prepotência, as pessoas adquiriram aversão a inteligência
da mesma forma como uma criança é colocada para comer jiló pela primeira vez.
Fazem cara feia, sentem inveja e até chegam a perseguir aqueles que demonstram
interessem em desenvolver seu lado intelectual.
Ao meu ver, tal repulsa, se dá
devido a estarem mergulhados e presos em suas próprias ignorâncias. Estão emaranhados
em suas teias de futilidades e não gostam quando percebem que alguém está
tentando sair desse sistema alienador. O escravo as vezes, de tanto apanhar,
acaba acostumando com aquela vida sofrida e chegando em certos momentos a defender
o seu escravizador, isso também é conhecido como síndrome de Estocolmo, quando a
própria vítima defende a abusador.
Diante disso, cabe a nós buscarmos
romper essa bolha da ignorância em que a maioria das pessoas estão presas, mas
não pense que isso será fácil, esteja pronto para enfrentar resistência. Inveja,
maus olhares, ofensas e críticas são apenas algumas das adversidades que poderá
encontrar quando decidir ir além do senso comum propagado pelas pessoas,
incluindo a mídia televisiva.
Não nos acovardemos! Devemos
seguir adiante, buscando estudar, ler, refletir e sempre buscar nosso
desenvolvimento pessoal e espiritual. O conhecimento é uma poderosa ferramenta
capaz de nos libertar do laço da ignorância e elevar nossa vida a patamares maiores
e melhores.
Em meio a um mundo de ignorantes,
devemos ser luz para erradicar as trevas que cobrem os olhos das pessoas para
que através de nós eles também possam enxergar a realidade a sua volta e serem
livres das mordaças da ignorância.

Comentários
Postar um comentário