AS RAÍZES HISTÓRICAS DOS PENTECOSTAIS


A reforma protestante ocorrida na Europa, mais precisamente na Alemanha, foi a principal responsável pelo surgimento dos evangélicos protestantes como se conhece hoje. Quando Martin Lutero começou a questionar os dogmas católicos do século XVI houve uma cisão, Lutero ao contrário do que pregava a igreja católica, acreditava que a salvação não vinha mediante as obras realizadas, mas sim por meio da fé. A interpretação da salvação pela fé veio com a reflexão de um trecho da Epístola aos Romanos escrita pelo apóstolo Paulo: “o justo viverá pela fé”.
De acordo com Patuzzi (2012), Lutero acabou desenvolvendo uma visão negativa da natureza humana porque “permanecia corrompida mesmo após a redenção, para a humanidade, após o sacrifício de Cristo na Cruz”. As indulgencias praticadas pela Igreja Católica foram uma das principais críticas feitas por Lutero em suas 95 Teses (1517). A igreja cobrava uma determinada quantia para conceber a remissão das penas cabíveis para os pecados praticados, Lutero questionava essa prática porque acreditava que o perdão não poderia ser comprado porquanto era uma dádiva de Deus que somente poderia ser adquirida através da fé e não por obras. Na visão católica, a fé era sinônimo de crença na mensagem divina que era interpretada pelos bispos, párocos e repassada aos fiéis. Para a igreja, a misericórdia divina e a salvação eram consequências da confissão e arrependimento dos pecados. Lutero propunha mais liberdade para os fiéis baseada no sacerdócio universal que seria a autoridade de cada fiel em buscar a Deus de forma individual, subjetiva e direta sem a necessidade de um intermediário. As pessoas deveriam ter acesso às sagradas escrituras e através dela vivenciar sua fé e comunhão com Deus diminuindo assim a separação entre clero e fiéis, naquele momento, valia o lema “Cada homem é pastor de si mesmo”. (PATUZZI, 2012).
A essa altura, um monge questionar ferrenhamente os principais ensinamentos católicos era algo inconcebível.
Os questionamentos feitos por Lutero se espalharam por toda Alemanha causando agitação entre os fiéis, foi o suficiente para Martinho Lutero ser excomungado pelo papa Leão X. Em 1529, durante a Reforma Protestante, uma Sessão da Dieta do Sacro Império Romano Germânico, 15 chamada de Dieta de Espira (por se reunir na cidade de Espira na Alemanha) determinou a permanência da oficialidade da religião católica, o que fez com que houvesse vários protestos dos reformados em muitas cidades imperais, daí a origem do nome “Protestantes” que só veio a ser utilizado como substantivo no século XVII onde passou a ser usado para designar todos os cristão que não comungam com os ensinamentos católicos. (ANPUH, 2012). Em toda a Europa, muitas pessoas foram mortas por questões religiosas, vários protestantes foram perseguidos. Devido a essa situação, vários reformados deixaram a Europa e foram reconstruir suas vidas em outras localidades. Entre os reformados, destaca-se João Calvino, nascido na França em 1509, Calvino acreditava na doutrina da predestinação ou eleição, que tinha como principal característica a ideia de que uma vez salvo, salvo para sempre, em outras palavras, de acordo com o pensamento de Calvino, Deus elegeu pessoas que serão predestinadas à salvação enquanto outras para a condenação. Com a difusão das ideias protestantes, muitos interpretariam os ensinos de Calvino como hereges, contudo, suas doutrinas ganharam ampla guarida entre muitos reformados e influenciaram missionários que trouxeram as ideias reformadas de Calvino para diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. O termo calvinista foi usado pela primeira vez pelo Luterano Joachim Westphal para referir-se de forma pejorativa à influência das ideias de João Calvino nas regiões da Alemanha onde predominava o pensamento luterano. Logo depois foi usado pelos opositores da Igreja Reformada. O próprio Calvino sabendo disso protestou contra o uso, pois sabia que estava sendo usado para desacreditar a teologia reformada, porém não obteve êxito. Embora fosse francês, Calvino não pôde passar muito tempo em sua terra natal devido aos conflitos com os católicos nos anos 50. Porém, muitos franceses, principalmente os mais nobres, aderiram aos ensinos de João Calvino. (CARDOSO, 2011). 


Movimentos Decorrentes da Reforma

A reforma protestante proclamando a livre interpretação das escrituras e o sacerdócio universal de todos os cristãos acabou abrindo espaços para diversas manifestações cristãs que comungava de uma visão diferente da Igreja Católica e também da própria Reforma. A busca por um contato mais íntimo com Deus fez com 16 que surgissem movimentos separados da igreja oficial. Desde então, o fervor e entusiasmo religioso passaram a ser cada vez mais frequentes no meio protestante. (MATOS, 2006).
A consequente institucionalização da igreja fez com que as liberdades de manifestações dentro dos cultos fossem controladas, diante disso, muitos fiéis inconformados com a “falta de espiritualidade” e o excesso de regras e ordenamentos dentro da igreja, resolveram criar movimentos independentes, esses movimentos tinham como características a contrariedade a doutrinas e normas, pois, entendiam que o Espírito de Deus age de maneira “natural” e orienta os cristãos em tudo que for essencial para sua vida. Alguns  desses  movimentos  influenciaram  as  igrejas  evangélicas contemporâneas, dessa forma, consideramos importante explicá-los com o objetivo de aprimorar o entendimento acerca dos comportamentos dos evangélicos no cenário atual. Como afirma Weber (2006, p.22), “só o conhecimento do corpo original de ideias pode nos ajudar a compreender a ligação desta
moralidade com a ideia de vida além do túmulo”.

Montanismo

O montanismo foi um movimento surgindo na Frígia, Ásia Menor, por volta do ano 172, atualmente onde se encontra a Turquia. Montano (em destaque na foto ao lado), foi o idealizador e líder do movimento, embora não possuísse nenhum cargo eclesiástico, percorria as ruas acompanhadas de Priscila e Maximila, duas mulheres que usavam de manifestações proféticas – ato de falar na primeira pessoa em nome de uma divindade – promoveram o que chamaram de “nova profecia” proclamando o fim do mundo e a preparação das pessoas para o iminente final. (MATOS, 2006).
O livro bíblico de apocalipse além de descrever o final do mundo, cita a visão da uma nova Jerusalém que “descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo”. (Apocalipse, 21;2). Os adeptos do montanismo se declaravam como porta vozes do espírito, relativizavam a importância das escrituras, colocando em dúvida a autoridade da igreja oficial, segundo os seguidores do movimento, a nova Jerusalém descrita na bíblia seria estabelecida na Frígia, e, em decorrência desse acontecimento, as pessoas deveriam iniciar uma preparação seguindo algumas restrições como o celibato, jejuns e abstinência de carnes.
Analisando sociologicamente a lógica montanista, evidencia-se que o asceticismo – modelo baseado em uma prática de vida que simboliza a vontade de Deus para o indivíduo – é exigido pelos seguidores do movimento, não para mostrar uma superioridade moral com relação ao comportamento secular, antes, contudo, baseia-se em exercitar um modo em que suas práticas neguem as vontades rotineiras seculares que reproduzem efeitos carnais, fazendo com que a distância entre a pessoa e o divino seja cada vez maior. (WEBER, 2006).
O asceticismo ensinado pelos adeptos propõe um caráter comportamental restritivo, centralizando-se em direcionar seus esforços pessoais para um bem maior, apesar de usar de manifestações espirituais, como as profecias, estas, por sua vez, não davam a capacidade para os membros do movimento, tão pouco para as demais pessoas, a usufruírem de um resultado definitivo referente à salvação de suas almas, porém, exigia-se que tanto seguidores quanto ouvintes, praticassem uma ética voltada para uma preparação objetivando um resultado permanente e definitivo, a saber, a vida eterna na Nova Jerusalém. As manifestações ou êxtases religiosos não serviriam para definir o futuro dos indivíduos, contundo, teriam a função de despertar uma tendência comportamental se valendo de uma possível autoridade divina, fazendo com que os indivíduos assimilassem a mensagem, e, mais do que isso, aplicasse em suas rotinas uma série de mudanças sociais (celibato) e fisiológicas (jejuns) e (abstinência de carnes). 
Segundo Romeiro (2005), o Montanismo foi uma forma de protesto contra a formalidade e o “mundanismo” em que a igreja se encontrava. De acordo com o pensamento do autor, a igreja passou a perder o fervor espiritual e devido à institucionalidade, passou a ser excessivamente racional, dando pouco ou nenhum espaço para manifestações espirituais, como profecias, glossolalias, visões, o que acabou resultando em uma perda do desenvolvimento espiritual dos membros e consequente diminuição da busca pelos dons celestiais como enfatiza o autor em seu livro Decepcionados com a graça: 

“Com a condenação do montanismo, a expectativa da volta de Cristo foi, até certo ponto, reduzida e a operação dos dons espirituais perdeu considerável espaço na comunidade cristã”.
(2005. p. 25).

Observando o movimento pentecostal atualmente, percebe-se que algumas das características do montanismo se encontram presentes no pentecostalismo como é o caso das profecias que são bastante recorrentes em cultos pentecostais. O montanismo tentou despertar um fervor espiritual que havia sido suprimido pela institucionalização da igreja. Para isso, usavam de profecias que passaram a ser a principal forma de proclamação de sua mensagem. A preocupação com a volta de Cristo e uma ética moral rigorosa como preparativo para o fim do mundo eram os principais objetivos do movimento liderado por Montano. No entanto, os bispos da Ásia Menor preocupados com a difusão do Montanismo, se reuniram e decidiram condenar o movimento.


Pietismo
Com uma proposta emotiva e um contato individual com Deus baseado na experiência, o Pietismo, movimento surgido na Alemanha no século XVII, se projetou contra a chamada secularização da igreja, a qual os costumes seculares como festas pagãs, adoração a outros deuses, ameaçavam os princípios cristãos. O nome de maior destaque do movimento foi Philip Jacob Spener que ao visualizar a situação religiosa da cidade de Frankfurt organizou algumas escolas pietistas com o intuito de reunir novos convertidos ao cristianismo para estudar emeditar na bíblia. (ROMEIRO, 2005). Apesar de haver várias vertentes pietistas, a mais conhecida delas foi a dos irmãos morávios, os quais eram refugiados que vindos da Boêmia e da Morávia, uma parte deles se abrigaram na comunidade de Bethelsdorf, depois de passar dificuldades em tentar estabelecer uma convivência harmoniosa com pessoas de diferentes culturas, o conde Von Zinzendorf que pertencia a uma família da nobreza vinda da Alta Áustria e foi batizado por Spener na Igreja Luterana, conseguiu com êxito perpetuar um ambiente de unidade, isso lhe deu confiança para mudar o nome da comunidade para Hernhut (guardião do Senhor) mais tarde, Von Zinzendorf se tornaria o líder do movimento. (OLIVEIRA, 2009). 
O movimento pietista mesmo abordando um pensamento diferente, permaneceu sensivelmente relacionado a ortodoxia, no entanto, foi sendo separado gradativamente até o final do século XVII quando, graças ao luteranismo, acabou sendo absorvido, mesmo não possuindo uma visão dogmática coerente com os ideais da igreja reformada, conseguiu permanecer como um movimento integrante
da igreja Luterana. O que não aconteceu com o Pietismo de Zinzendorf, pois foi forçado a se separar criando um tipo de movimento independente. (WEBER, 2006). Embora o pietismo colocasse a importância da bíblia e incentivasse os fiéis a fazer leitura das escrituras, os seguidores não eram simpáticos com o estudo teológico e proclamavam uma leitura “espiritual” a qual o fiel adquiria experiência profunda com Deus sem necessariamente precisar possuir algum cargo ou se tornar um estudioso dos textos bíblicos.
A restrição quanto ao estudo teológico fez com que os pietistas criassem um tipo de aversão a racionalização, o receio de se tornarem parecidos com os “irmãos”da Igreja Luterana que seguiam as ideias de Lutero acerca da Reforma, e eram interpretados como, frios, calculistas, sem fervor espiritual e sem emoção, fizeram com que os pietistas relegassem o exame aprofundado das escrituras em prol de uma doutrina mais emotiva em que os fiéis tivessem a alegria em vivenciar experiências singulares que poderiam indicar ser a verdadeira face de uma vida cristã ficando alheios as diversas situações sociais que viessem de encontro as suas convicções religiosas como bem aponta o texto abaixo: O espírito pietista, ao desenvolver uma antiteologia, fecha as portas da reflexão, não permite que as inquietações sociais agitem a instituição. Desse modo, a instituição, assim como a vivência religiosa do cotidiano, pode pairar acima das contradições sociais. (ROMEIRO, 2005, p.29).
A vivencia voltada para uma vida regrada, com maior apego a experiência religiosa com fortes apelos emocionais não se distancia muito do que se conhece hoje como pentecostalismo ou movimento pentecostal. A busca por um padrão religioso distante dos costumes seculares, privilegiando a busca incessante pelos dons celestiais sem exigir de seus membros qualquer grau elevado de conhecimento parece indicar o pietismo como um dos fortes influenciadores do movimento pentecostal.
Como aconteceu com outros movimentos, a clandestinidade passou a ser a única opção para que os seguidores pietistas morávios continuassem seus ensinamentos, a difusão de movimentos independentes oriundos da Reforma Protestante fez com que muitas ideias acabassem criando cisões dentro da igreja reformada, resultando em separações. A rigidez dos líderes da igreja reformada em não aceitar movimentos que diferissem de seus dogmas teológicos fez com que várias doutrinas se espalhassem por diversas partes da Europa e de outras regiões influenciando muitos pensamentos cristãos no mundo contemporâneo.

 Metodismo
Influenciado pelo movimento Pietista, João Wesley teve uma experiência em 1738 quando em uma reunião ouvia a leitura do comentário do livro de Romanos feito por Martinho Lutero. (ROMEIRO, 2005). Wesley proclamava o que chamava de “inteira santificação” ou “perfeição cristã” o que mais tarde irá ser associado ao “batismo com Espírito Santo” posteriormente usado no meio pentecostal. O metodismo tentava unificar a doutrina emocional do pietismo com um ascetismo voltado para uma busca constante de um modelo de vida perfeita em que, de acordo com o pensamento metodista, se alinhava com os parâmetros de Deus, enquanto que os pietistas de Zinzendorf, o qual Wesley teve contato, tinha como preocupação, apenas fazer as pessoas sentirem um fervor religioso sem necessariamente racionalizar modelos de vida cristã compatíveis com as dinâmicas do mundo. Wesley por sua vez, acreditava em uma racionalização do cristão com o mundo, incluindo adequações ao sistema secular, e posteriormente negando o misticismo de Zinzendorf. (MATOS, 2006). O misticismo dos pietistas era segundo análise weberiana se explicaria com uma manifestação que excedia a razão, fazendo com que os indivíduos agissem e se comportassem de forma não racional, enquanto que a “inteira santificação” proclamada por Wesley se daria com um processo do qual os cristãos deveriam passar, incluindo adequações aos costumes seculares sem necessariamente negar sua fé, seria um padrão voltado a uma ética moral que perpassaria as manifestações religiosas. Mesmo com a importância das manifestações, elas não indicariam sinal de conversão absoluta do fiel, sendo necessário um procedimento que o levaria a conscientização de uma vida regrada e centrada no plano da salvação que incluiria adequações em seu estilo de vida.
Sobre o misticismo que se encaixa nos pietistas e o asceticismo anunciado pelos metodistas, o trecho abaixo explica essas duas formas de busca pelo sagrado: O ascetismo ativo é uma ação, desejada por Deus, do devoto que é instrumento de Deus e, por outro lado, a possessão contemplativa do sagrado, como existe no misticismo, que visa a um estado de possessão, não ação, no qual o indivíduo não é um instrumento, mas um recipiente do divino (WEBER, 1980, p. 374).
Esta afirmação parece indicar uma separação na esfera religiosa entre uma ação e uma manifestação, no entanto, se considerarmos uma ação como a atitude de buscar algo e não apenas como uma adaptação a um padrão de vida é possível relacionar o asceticismo com o misticismo, pois o fato de um indivíduo se dispor a aceitar, entender e buscar uma manifestação, ou uma possessão que acredita de alguma forma ser necessária, faz com que promova uma ação voltada a fins, se interpretarmos a ação não como um processo dogmático, mas como a disposição em tentar vivenciar ou experimentar algo que possa trazer alguma experiência proveitosa em sua vida espiritual, em se tratando de práticas religiosas. Embora o metodismo de Wesley propusesse um avivamento entre cristãos, o movimento parecia misturar elementos de outros movimentos como as manifestações espirituais do pietismo e o estilo de vida dos montanistas. 
O misticismo dos pietistas seria um dos pontos divergentes entre os dois movimentos que mais tarde seria alvo de discursões teológicas entre Wesley e Zinzendorf, ambos acreditavam na santidade cristã, porém de maneiras diferentes. Enquanto os pietistas afirmavam que a santificação vinha de forma total e completa, ou seja, o cristão não adquiria lentamente a santificação e muito menos ela se daria apenas em uma determinada área de sua vida, a mesma aconteceria de forma espontânea e abrangeria e contemplaria toda a vida do indivíduo, integralmente.
Wesley, no entanto, acreditava que a santificação aconteceria através de um processo gradual em que o cristão seria transformado gradativamente pelo amor de Deus, seria um resultado a longo prazo, e não imediato. (OLIVEIRA, 2013). A partir de 1830 houve uma ampliação do movimento, fazendo com que muitas cruzadas fossem feitas em nome da “santidade”. Esse tema passou a ser usado cada vez mais e fez com que várias obras fossem escritas sobre esse assunto. Com uma doutrina aliada com a emoção, o metodismo acabou promovendo muitos êxtases, principalmente na América, dessa forma ocorreu um abandono da doutrina calvinista em detrimento a uma pregação voltada para a salvação de todos os indivíduos, sendo requerido do indivíduo, apenas o arrependimento, como explica Weber (2006): 

"a ênfase no sentimento, despertada em John Wesley pelas influências luteranas e moravianas, levou o Metodismo, que desde o início viu sua missão entre as massas assumir um caráter fortemente emocional, especialmente na América. A obtenção do arrependimento, em certas circunstâncias, envolvia uma luta emocional de tal intensidade que levava aos mais profundos êxtases que, na América, ocorriam com frequência em reuniões públicas. Isso formou as bases de uma crença na posse não merecida da graça divina, e ao mesmo tempo, de uma consciência imediata de justificação e perdão". (2006, p. 64).

O metodismo ainda que usasse da emoção não a colocaria como centralizador de sua doutrina, a mesma seria usada para a conversão e logo depois direcionada para uma conduta racional visando à perfeição. Com isso, diferente do Pietismo, seu método não se baseia em uma espiritualidade apoiada na emoção, mas em uma conduta voltada para a racionalidade que foi despertada pela
experiência emocional que por sua vez foi produzida pela fé.
Alguns anos mais tarde a santidade em termos cristãos passou a ser entendida como “Batismo com Espírito Santo”, termo bastante conhecido no meio pentecostal, ao mesmo tempo dando importância ao resgate do cristianismo primitivo, aquele vivido na época dos apóstolos de Cristo. A experiência vivida pelos apóstolos no dia de Pentecostes começou a ser proclamada com mais ênfase como fator importante para a santidade cristã, além de haver um incentivo para as profecias, curas e milagres, incluindo mudanças nos hinários que naquele momento passariam a ter hinos com letras incentivando a busca pela “inteira santificação”. Foi o início do movimento Pentecostal. (MATOS, 2006). 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

UMA ÁRVORE NO MEIO DO CAMINHO

A EXPANSÃO EVANGÉLICA NO BRASIL - PARTE 2

O PERFIL DOS EVANGÉLICOS